domingo, 7 de junho de 2015

Cantar o Ciclo Pascal


O CICLO PASCAL
A igreja primitiva permaneceu fiel à celebração da Páscoa semanal e à anual. Esta última era celebrada com a ''vigília'' solene, considerada sob o aspecto da passagem de Crista, da morte para a ressurreição. Ao redor desse núcleo primitivo vai-se constituindo o "tríduo sagrado'' que celebra a morte de Cristo (Sexta-feira santa), a sepultura (Sábado santo) e sua ressurreição (Domingo com a grande vigília).
Trata-se sempre da Páscoa celebrada em três dias. A solenidade pascal vai se prolongando numa festa de cinquenta dias, o "Pentecostes'', com um marcante destaque para a vinda gloriosa do Senhor (= parusia), considerada iminente.
Até o século IV permanece a visão global e unitária do mistério pascal, com sua sólida concentração no ''Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado''.
Por influência da comunidade de Jerusalém, começa a prevalecer o critério da historização, causada pelo desço de contemplar e viver cada um dos momentos da paixão-morte-ressurreição. Isto era sentido particularmente e se tornava possível para os que moravam nos mesmos lugares da vida e da paixão do Senhor. Surge desta maneira a "semana santa'', testemunhada pela primeira vez por Egéria (ou Etéria), no fim do século IV.
Outro elemento, que contribuiu para ampliar o antes e o depois da celebração da celebração do tríduo pascal, foi a celebração do batismo durante a vigília pascal. A este fato, que já encontramos no começo do século III, deve-se acrescentar a missa para a ''reconciliação dos penitentes'', na manhã da Quinta-Feira santa, que se celebrava em Roma desde o século V.
Em estreita conexão com a celebração do batismo durante a vigília pascal e a reconciliação dos penitentes, antes do Tríduo Pascal, Forma-se a ''quaresma'', que adquire a característica de preparação para a páscoa, quer para os catecúmenos, através dos vários graus da iniciação cristã, quer para os Reis, mediante a lembrança do batismo e o exercício da penitência.
CICLO DA PÁSCOA
QUARESMA
SEMANA SANTA
TEMPO PASCAL
QUARTA-
FEIRA DE
CINZAS
DOMINGOS
Domingo de Ramos
2º feira Santa
3ª feira Santa
4ª feira Santa
5ª feira Santa
TRÍDUO PASCAL
DOMINGO DA PÁSCOA
Domingo de Pentecostes
6ª feira Santa
Sábado Santo
Domingo da Páscoa
Ascensão do Senhor
Preparação penitencial para a Páscoa
Celebração solene do Mistério Pascal
Prolongamento da Festa da Páscoa


QUARESMA

Cada ano, a Igreja se une ao mistério de Jesus no deserto, durante quarenta dias – quaresma -, vivendo um tempo de penitência e austeridade, de conversão pessoal e social, especialmente pelo jejum, a esmola e a oração, conforme o Evangelho de Mateus (Mt 6, 1-6.16-18), proclamado na Quarta-feira de Cinzas, em preparação às festas pascais. São cinco domingos mais o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, que inicia a Semana Santa, também chamada Semana Maior ou a Grande Semana. É este um tempo forte e privilegiado, em que fazemos nosso caminho para a Páscoa, renovando nossa fé e nossos compromissos batismais, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade com os irmãos. Tal austeridade deve se manifestar no espaço celebrativo, nos gestos e símbolos, como também no canto, para depois salientar a alegria da ressurreição, que transborda na Páscoa do Senhor.
Cantar a quaresma é cantar a dor que se sente pelo pecado do mundo, que, em todos os tempos e de tantas maneiras, crucifica os filhos de Deus e prolonga, assim, a Paixão de Cristo... É um canto de penitência e conversão, um canto sem "glória'' e sem "aleluia", um canto sem flores e sem as vestes da alegria, um canto ''das profundezas do abismo" em que nos colocaram nossos pecados (SI 130); um grito penitente de quem implora e suplica: ''Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade, e conforme a vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade'' (SI 50).
O hino da campanha da fraternidade de cada ano explicita o compromisso dos fieis na vivência concreta da quaresma. Poderá ser entoado em algum momento da homilia -- o que facilitaria a vinculação da liturgia da palavra com o ''chão'' da vida (tema da CF) - ou nos ritos finais, no momento do ''envio''.
- A cor roxa, as cinzas e a cruz lembram o caráter penitencial, de conversão;
- O espaço celebrativo deve ser sóbrio, sem ornamentação nem flores no altar;
- Não se recita nem se canta o “Glória”, assim como o “Aleluia”, que são aclamações jubilosas, marcadas pela festa e alegria, o que não combina com a Quaresma;
- É tempo de favorecer o silêncio musical. Por isso, os instrumentos devem acompanhar os cantos de forma discreta, somente para sustenta-lo, um órgão, teclado ao som do órgão ou um violão apenas, silenciando os demais, para manifestar o caráter penitencial desse tempo. Sua função é apenas “prática”, na medida do necessário, para apoiar o canto;
- Cada tempo litúrgico tem sua espiritualidade e  cantos próprios; assim também a Quaresma. Cantos que expressem o conteúdo, os temas, a Palavra de Deus, enfim o aspecto do mistério pascal que celebramos. É preciso saber escolher bem os cantos, que acentuem a conversão, o perdão, a fraternidade e solidariedade, a vida, a luz, inspirados no Evangelho do dia. Mas sempre com os horizontes voltados para a Páscoa de Jesus, mistério central que celebramos em nossas liturgias.
- Neste tempo acontece no Brasil, já há mais de 40 anos, a Campanha da Fraternidade, que propôs, durante muito tempo, também cantos apropriados ao tema de cada ano, o que foi uma riqueza, mas também limitou o repertório dos cantos quaresmais. A partir de 2006 está havendo um esforço para se cantar o espírito e a liturgia da Quaresma, compondo-se apenas um Hino, que pode ser cantado no máximo no final da Celebração. A CNBB, em parceria com a Paulus, tem gravado uma série de CDs do chamado “Hinário Litúrgico”, apropriados para o Ano A, B e C.
- Cantos tradicionais e que já estão na memória do povo, devem fazer parte do repertório: Pecador, agora é tempo... O vosso coração de pedra... Prova de amor maior não há...
- Não se cante o Abraço da Paz, que aliás nem faz parte do rito, mas valorize-se o canto que acompanha a fração do pão, o “Cordeiro de Deus”, pois Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. O “Senhor, tende piedade de nós” também seja valorizado, além das aclamações e pequenos refrãos orantes. O chamado canto final poderia ser omitido, deixando o povo sair em silêncio. Poderia ser outra também a resposta à Oração dos fiéis, que em geral é “Senhor, escutai a nossa prece”, como por exemplo: “Jesus, Filho de Deus, tem compaixão de nós!” além de outras, sugeridas pelo Missal Dominical.
- É importante intensificar o silêncio, criando um clima orante já antes do início da Celebração e ao longo da mesma. Sobretudo no Ato penitencial, na Oração da Coleta, entre as leituras, durante a Narrativa da Última Ceia, após a Comunhão...
A Quaresma desemboca na Semana Santa assim chamada, porque nela celebramos os momentos mais importantes da nossa salvação: “Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único... Tendo amado os seus, amou-os até o fim.” (Jo 3,16;13,1). Diz-nos Evair H. Michels, em seu livro “Pastoral da Música Litúrgica – Dicas Práticas”:
“Os ritos da Semana Santa devem ser realizados
 com particular solenidade, pois este tempo é o
coração do ano litúrgico”.

Uma boa sugestão  neste momento é retirar os instrumentos de percussão, e utilizar apenas um violão ou um órgão acompanhando o canto, é um tempo de sobriedade e silêncio. Seria interessante neste momento, colocar os instrumentos em um lugar ao lado do grupo de canto, para que a assembleia perceba que os instrumentos  foram retirados e que as musicas estão mais sóbrias.
Uma outra dica é a retirada do canto da apresentação dos dons, e que todos escutem as palavras pronunciadas pelo presidente da celebração nesta hora. ( " é um canto suplementar, esta categoria inclui os cantos para os quais não há textos específicos previstos. A rigor, são elementos facultativos da celebração, e nem precisam ser falados ou cantados".  Documentos da igreja sobre música litúrgica Paulus, 3.411.3., p. 327). 
Outra dica é a retirada  do canto final (envio) e que todos saiam em silencio.

QUARTA FEIRA DE CINZAS

Canto inicial: Senhor eis aqui o teu povo
Salmo: Piedade ó Senhor (Sl 51 (50)
Aclamação ao evangelho: Louvor a vós, ó Cristo, Rei
Distr. Das Cinzas: João Batista aclamou no Deserto
                                Reconciliai-vos com Deus
                                Pecador agora é tempo
Apresentação dos dons: Recebe este canto do Chão
Comunhão: Agora o tempo se cumpriu




Espiritualidade de cada Domingo da Quaresma

Ano A (Mateus) – Espiritualidade sobre o Batismo
(ver cantos no liturgia XIII – Hinário da CNBB)

1º Domingo: Deserto;
2º Domingo: Transfiguração;
3º Domingo: Samaritana;
4º Domingo: Cego de Nascença;
5º Domingo: Lázaro.

Ano B ( Marcos) – Espiritualidade Cristológica
(ver cantos no liturgia XIV – Hinário da CNBB)

·        1º Domingo: Deserto;
Canto Inicial:  João Batista Aclamou no deserto
Aclamação:    Louvor a vós ó Cristo Rei (versículo: O homem não vive somente de pão)
Apresentação dos dons: Recebe este canto do chão
Comunhão: Quando invocar eu atenderei
Final- em silêncio ou canto da campanha da fraternidade

·         2º Domingo: Transfiguração;
Canto inicial: João Batista aclamou no deserto
Aclamação: Louvor a vós ó Cristo Rei ( versículo: De uma nuvem brilhante falou Deus, o Pai: O meu filho querido, ó povo, escutai!)
Apresentação dos dons: Recebe este canto do chão
Comunhão: Então da nuvem luminosa

·        Domingo: Expulsão dos vendilhões;
Canto inicial: João Batista aclamou no deserto
Aclamação: Louvor a vós o Cristo Rei (versículo Destruí este templo e o reerguerei, No terceiro dos dias o levantarei).
Apresentação dos dons: Eis o tempo de conversão
Comunhão:- Como o raiar, raiar do dia

·        Domingo: Encontro com Nicodemos;
Canto inicial: Fiquei foi contente
Aclamação: Louvor a vós o Cristo Rei ( Versículo: Deus tanto ama o mundo, seu filho nos dá; Para quem nele crer vida plena alcançar!)
Apresentação dos dons: Eis o tempo de conversão
Comunhão: Glorifica o Senhor Jerusalém


·        Domingo: Grão caído na terra.
Canto inicial: João Batista aclamou no deserto
Aclamação: Louvor a vós o Cristo Rei (versículo: Se alguém me servir, ele a mim seguirá; E onde eu estiver, o meu servo estará).
Apresentação dos dons: Eis o tempo de conversão
Comunhão: Se o grão de trigo não morrer


Ano C (Lucas) – Espiritualidade Penitencial ( Misericórdia do pai)
(ver cantos no liturgia XIV – Hinário da CNBB)

1º Domingo: Deserto;
2º Domingo: Transfiguração;
3º Domingo: Figueira Estéril;
4º Domingo: Filho Prodigo;
5º Domingo: Mulher Pecadora.



CANTAR A SEMANA SANTA

"E, humilhou-se, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome
que está acima de todo os nomes" (Flp 2,8-9).



            A Semana Santa é o período mais próximo da Páscoa do Senhor. É uma semana de intensas celebrações e espiritualidade. É fundamental lembrar que a Vigília Pascal constitui o núcleo central de toda a Semana Santa. Vale ainda lembrar que o Tempo da Quaresma só termina na tarde da Quinta-feira Santa antes da Ceia do Senhor.

            A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor e termina na tarde do Domingo da Ressurreição. É um período curto, porém denso. Na vespertina da quinta-feira santa dá-se início ao Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor. Na Sexta-feira Santa a Igreja celebra o Mistério da Morte de Jesus. Neste dia não há celebração eucarística. No Sábado Santo, celebramos a permanência do Senhor no Sepulcro. Neste dia apenas é permitido a Liturgia das Horas.

            A Igreja está em luto!. A noite de sábado celebra-se a Vigília Pascal. Ela é o ponto máximo de todo o Ano Litúrgico. É a mãe de todas as vigílias. Nesta noite celebramos não somente a Páscoa do Senhor, mas também a páscoa dos cristãos. Fundamentalmente, celebramos a vida renovada em Cristo Ressuscitado. Os diversos ritos desta celebração fazem a vida divina penetrar na vida da comunidade celebrante.



DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

A Semana Santa inicia com o Domingo de Ramos, nesta liturgia celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, morte e ressurreição.
Montado em um jumentinho Jesus é aclamado pelo povo com folhas de palmeiras nas mãos, dizendo "Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Salve o Messias"... Com isto Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei, muita inveja, desconfiança, e medo de perder o poder. Inicia assim uma conspiração para matar Jesus.
O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles iria libertá-los da escravidão que os massacrava com rigores excessivos e absurdos.
Poucos dias depois este mesmo povo, manipulados pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano, que o condenasse à morte.
 Depois de fazermos este pequeno memorial partimos então para nossa celebração litúrgica, o Domingo de Ramos pode ser chamado também de "Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor". Nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele vivo e vitorioso, viver eternamente.
·         Canto Inicial: Hosana e viva
·         Procissão: Os Filhos dos Hebreus
·         Salmo: (Ano B)  Meu Deus Meu Deus ( Sl 22/21)
·         Aclamação ao Evangelho: Salve, ó Cristo obediente
·         Apresentação das oferendas: Em Jerusalém
·         Comunhão: Pai, se este cálice. – Meu Deus, o meu Deus, - Que poderei retribuir ao Senhor?



CANTAR A CEIA DO SENHOR – QUINTA-FEIRA SANTA:

Na Quinta-feira Santa a Igreja celebra o Mandamento Novo do Amor simbolizado pelo lava-pés. Também são celebradas a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. Os cantos agora se revestem da suavidade do Amor. Porém deve-se cuidar para que os cantos e os instrumentos musicais não extrapolem. Convém lembrar que é na Vigília Pascal que o canto do Glória é entoado com toda vibração e entusiasmo.  

No final da celebração temos a transladação do Santíssimo Sacramento. Terminada a oração após a comunhão, começa a procissão de transladação do Santíssimo. Enquanto isto acontece, os fiéis entoam cantos eucarísticos, e quando a procissão chegar ao local onde ficará guardado o Santíssimo, encerra-se com o canto do Tão sublime Sacramento. Temos o costume de realizar a vigília eucarística enquanto o Santíssimo estiver guardado. Cuide-se para que seja feita com sobriedade, mesmo nos cantos.


·         Canto Inicial: Nós devemos gloriar-nos
·         Salmo: Que poderei retribuir (Sl 116 (115)).
·         Glória:.........
·         Aclamação ao Evangelho: Eu vos dou um novo mandamento
·         Lava pés: Jesus erguendo-se da ceia, - Quanto tempo eu desejei
·         Apresentação das oferendas: Onde o amor e a caridade
·         Comunhão: Pai, se este cálice. – Eu quis comer desta ceia agora





CANTAR A PAIXÃO DO SENHOR – SEXTA-FEIRA SANTA:

A celebração desdobra-se em três partes: (A) Liturgia da Palavra, (B) adoração da Cruz e (C) comunhão. Os cantos devem corresponder ao espírito da liturgia deste dia. É um canto de pranto, de perda, canto de dor e tristeza. Mas é também um canto de confiança, a confiança do Servo Sofredor, que se entrega por todos nós, sem reservas. Nesta confiança, o canto deve nos inspirar a nos abandonar com Cristo nas mãos do Pai, para que se realize, assim como em Cristo, a sua vontade. Mas é também um canto de vitória, pois “Cristo, por nós, se fez obediente até a morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou...” (cf. Fl 2,8-9).  Os cantos devem ajudar a deixarmos nos envolver pelo dinamismo da liturgia da Paixão do Senhor, na atitude de quem dá a vida por seus amigos.
            Não convém, neste dia, utilizar muitos instrumentos musicais, como é de costume. Pode-se, porém, usar um instrumento sóbrio, apenas para dar sustentação ao canto. Mas lembre-se, de forma bem discreta. Uma boa sugestão é o som de um órgão ( bem suave ), ou um violão bem dedilhado ( com suavidade ), ou até mesmo somente canto sem instrumento.
·         (A)  Liturgia da Palavra:
Sl resp. 1. Eu me entrego, Senhor, em tuas mão (Sl 31(30)
Sl resp. 2. Salve, ó Cristo obediente (Fl 2,8-9)
Anuncio da Paixão: Anuncio da Paixão I e II - Paixão de um Deus Amante

·         (B) Adoração da Cruz:
Eis o lenho da cruz
Lamentos do Senhor I
Lamentos do Senhor II
Lamentos do Senhor III
Em Jerusalém Prenderam Jesus
Meu bom Jesus do Calvário
Vitória tu reinaras
Fiel madeiro da Santa Cruz
Abra a porta
Nossa Glória é a Cruz
Bendita e louvada seja
Pai, em tuas mãos

·         (C) Comunhão:

Se o grão de trigo não morrer
Eu vim para que todos tenha vida
Prova de amor

VIGÍLIA PASCAL (Sábado)

Páscoa é tempo de alegria e júbilo, para entoar cantos de festa em honra de Cristo Ressuscitado. O Tempo Pascal começa na Vigília Pascal e termina com a solenidade de Pentecostes. Os cantos e instrumentos terão participação fundamental. Sejam cantados e tocados com alegria, com entusiasmo, vibrantes. Valorizar os cantos do ordinário da missa principalmente o canto do Aleluia. Os cantos devem nos ajudar a fazer uma experiência profunda do Mistério Pascal. O canto neste tempo é um canto de alegria, canto de tantos aleluias! Canto de vitória! Mas cuidado acabamos de sair de um tempo penitencial, sóbrio, onde os instrumentos estavam bem suaves e discretos, agora é possível que os instrumentos retornem com alegria e vivacidade, mas não devem extrapolar, cobrir o canto do povo, os instrumentos devem estar alegres, em tom, ritmo e andamento, mas com discernimento do instrumentista em tocar com a assembleia e não cobrir o canto da mesma.


·         CELEBRAÇÃO DA LUZ
Precônio
A luz de Cristo!
Exulte de alegria.
Salve, luz eterna

·         LITURGIA DA PALAVRA
1º SI Resp.
(Após Gn 1,1-2,2)
Quando tu, Senhor (SI 104(103)
Sobre nós venha. Senhor (SI 33(32). 62 e 63


 

 
2º SI Resp.
(Após Gn 22,1-18) - Guardai-me, ó Deus (SI 16(15)

3º SI Resp.
(Após Ex 14,15-15,1) - Entoou Moisés (Ex 15)

4º SI Resp.
(Após is 54,5-14) - Eu vos exalto, ó Senhor (SI 30(29)

5º SI Resp.
(Após is 55,1-11)- Ao Senhor dai graças (is 12,2-6)

6º SI Resp.
(Após Br 3,9-15-4,4) - Senhor tens palavras (SI 19(18)

7º SI Resp.
(Após Ez 36,16-28) - A minh'alma tem sede (SI 42, V.2a e b)
(Se houver batizados) - Criai em mim (SI 51(50} (Estr. 2 e 3)

·         VIGÍLIA PASCAL (Cont.)
Glória
Aleluia, Rendei Graças ao Senhor (SI 118(117) (V1,4,6)

·         (C) LITURGIA BATISMAL
Ladainha: Ladainha dos santos
Aclamação: (durante a oração sobre a água) ..Fontes do Senhor
                    (durante a aspersão) ....................A minh’alma tem sede

·         (D) LITURGIA EUCARÍSTICA
Oferendas:  Ofertamos ao Senhor um mundo novo
Comunhão:  Cristo, nossa Páscoa foi imolado


UMA EXCELENTE SUGESTÃO SÃO OS 
CANTOS DO HINÁRIO LITURGICO DA CNBB





CANTAR A RESSURREIÇÃO  DO SENHOR



É cantar em plena escuridão, ao crepitar de uma fogueira que nunca se extingue, o resplendor de uma luz que jamais se apagará! (Lit. da Luz)
E proclamar as maravilhas que fez o Senhor desde a Criação do universo, passando pela Libertação dos Hebreus, até a Restauração após o exílio, e, sobretudo, retomar o alegre ALELUIA da vitória de Cristo sobre o mundo e sobre a morte, da qual participamos todos os que n'Ele fomos batizados, à semelhança de sua Morte e Ressurreição (Liturgia da Palavra).
E deleitar-se com a presença do Ressuscitado, ao ver jorrar do seu lado aberto a fonte da salvação,
e beber com alegria da Agua da Vida, restaurando assim as energias perdidas no desgaste de uma vida sem sentido, privada do seu objetivo maior: o encontro com o Deus vivos (Liturgia Batismal)
É celebrar com satisfação inédita a Ceia do Cordeiro imaculado nossa Páscoa, comendo do Pão não fermentado, com corações sinceros e contentes, e assumindo com mais garra do que nunca, na força do Espírito da Verdade, o compromisso com a causa do Reino, neste mundo de trevas, onde a morte impera sob tantas formas de opressão (Liturgia Eucarística).
E, assim, a rainha de todas as noites, a seresta da Ressurreição, será aquele cantar mais forte e vibrante, mais solene e significativo, que manterá acesa, por todos os dias da Quinquagésima Pascal, e reacenderá, cada domingo do ano, aquela Esperança que ''não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi doado'' (Rm 5,5) (Conf. a Oração após a comunhão).
Sugestão de cantos para ascensão está no liturgia XV da CNBB - Páscoa ano C


                    


CANTAR A ASCENSÃO DO SENHOR
A ascensão é a festa do triunfo do Senhor,  vitorioso sobre o pecado e a morte, retorna para junto do pai, e promete enviar o Espírito Santo (Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra.)  ( At. 1,8 ) para que todos os que nele creem e o amam, possam participar de sua vitória e do seu triunfo. Tem caráter missionário. Quem é abençoado, cumulado de bens, é chamado também a abençoar, a levar o bem para os outros.

Sugestão de cantos para ascensão está no liturgia X da CNBB - Páscoa ano B


Canto inicial: Aleluia batei palmas
                       O Senhor foi preparar
Salmo: Por entre aclamações (SI 47(46)
Aclamação:  Aleluia, estrofe 14
Apresentação dos dons: Cristo Ressuscitou
Comunhão: O Senhor Subiu ao céu
                     Não fiquem tristes

Cantar Pentecostes
A solenidade será muito bem preparada a partir do 6º Domingo da Páscoa, seguida pela ascensão, tudo isto nos prepara para a festa de Pentecostes. É o 50º dia da Pascoa, o encerramento da Páscoa, a promulgação da nova Aliança no Espírito, pelo qual Cristo continua sua obra na igreja e no mundo. É o mistério de Cristo que envia seu Espírito prometido,é a festa da igreja animada e guiada pelo Espírito Santo, a festa de Pentecostes leva a igreja a renovar em si o Espírito, o Dom de Deus, que lhe é dado no Sacramento da Crisma ou Confirmação. Esta solenidade também tem profundo caráter missionário e apostólico.
Pentecostes é "o último dia da festa"  ( Jo 7,37 ), da festa maior, do grande ALELUIA,  da alegria, sem par, que invade o coração dos cristãos, reunidos em nome e por ordem do Senhor Jesus, esperando o cumprimento de suas promessas. É antes de tudo cantar esta provisória plenitude, que a cada ano se renova, enquanto caminhamos pelas estradas do mundo, em busca da plenitude final e definitiva, quando Deus será "tudo em todos" ( 1 Cor 15,28 ) ( canto inicial do dia ).
A ressurreição de Cristo foi o desabrochar da primavera, e, no calor do Espírito, os frutos da Árvore da Vida vinham brotando e sazonando...  Quem semeou entre lágrimas ( Quaresma ), hoje faz com alegria a colheita final... É do melhor que se colheu, se faz oferta ao Senhor, para "o louvor de sua Glória", na assembleia dos irmão em Jesus, para a reativação da caminhada ( Sl 126 ) ( sugestão para preparação das oferendas )
É a soma de todos os dons e de todos os bens, que Jesus nos comunica com efusão do seu Espírito, o que vale dizer, muito recriado, reconciliado, paraíso perdido e reencontrado ( Sequência e salmo Responsorial).
É proclamar "as maravilhas de Deus", por todas as maneiras e em todas as línguas, e na força deste canto, encher-se da coragem da fé " que vence o mundo", da robustez do Espírito, e sair a testemunhar a vitória da Vida" até o fim dos tempos" ( Mt 28,20 ), "até os confins da terra" ( At 1,8 ) ( prefácio e comunhão ).
Sugestões de cantos para pentecostes se encontram no Fascículo II do hinário da CNBB ou no liturgia X da CNBB - Páscoa ano B

Canto Inicial: O Espírito do Senhor
Salmo: Quando tu Senhor
Sequencia: A nós descei
Aclamação: Aleluia, (estrofe própria de pentecostes)
Apresentação dos dons: Eis a procissão
Comunhão: Perseveram todos unidos






Rogério Bucci
Coordenador Diocesano da Música Liturgica